LONDRES, Inglaterra, 21 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) — As igrejas britânicas serão forçadas a aceitar homossexuais ou “transexuais” praticantes em posições de líderes de jovens e funções semelhantes, sob a lei de igualdade que está para vir, disse o governo. A Lei de Igualdade do governo trabalhista proibirá que as igrejas recusem empregar homossexuais ativos mesmo que a religião delas sustente que tal conduta é pecado, disse a vice-ministra Maria Eagle, do Ministério da Igualdade.
A lei entrará em vigor no próximo ano, e as igrejas temem que ela as force a agir contra suas convicções religiosas numa ampla extensão de áreas. Eagle indicou na conferência chamada “Fé, Homofobia, Transfobia & Direitos Humanos” em Londres, que a lei “cobrirá quase todos os que trabalham em igrejas”.
“As circunstâncias em que as instituições religiosas poderão praticar qualquer coisa sem plena igualdade são poucas e raras”, ela disse aos delegados. “Embora o Estado não intervirá em assuntos estritamente rituais e doutrinários dentro dos grupos religiosos, esses grupos não poderão afirmar que tudo o que administram está fora do alcance da lei anti-discriminação. Os membros dos grupos religiosos têm o papel de discutir em seu próprio meio a questão de maior aceitação dos LGBT, mas no meio tempo o Estado tem o dever de proteger as pessoas de tratamento injusto”.
A lei permite isenção religiosa para papéis considerados importantes “para os propósitos de uma religião organizada”, mas restringe essa definição para aqueles que conduzem celebrações litúrgicas ou passam seu tempo ensinando doutrina.
O jornal Daily Telegraph citou Neil Addison, advogado católico e especialista em lei de discriminação religiosa. Ele disse que a lei deixará as igrejas sem forças para defenderem a estrutura de suas organizações. “Essa é uma ameaça à identidade religiosa. O que estamos perdendo é o direito de as organizações fazerem escolhas livres”, disse ele.
Os membros do Ministério da Igualdade incluem o lobista homossexual Ben Summerskill, diretor do Stonewall, principal grupo homossexual britânico. Summerskill reivindicou que as igrejas sejam forçadas a empregar homossexuais e que a polícia detenha cristãos que protestam pacificamente contra as leis homossexuais do lado de fora do Parlamento.
Tony Grew, ativista homossexual e ex-editor do site PinkNews.co.uk, escreveu recentemente que a Lei de Igualdade “estabelecerá de forma muito forte direitos homossexuais em todos os aspectos da vida pública”. Grew escreveu no PinkNews que a lei abrirá oportunidades sem precedentes para os homossexuais.
A lei, disse ele, cobrirá os ministérios principais do governo, as autoridades locais, as agências de educação, saúde e segurança policial e um grande número de outras agências públicas e particulares, inclusive igrejas e instituições administradas por igrejas. A lei imporá o “Dever da Igualdade” em todas as organizações que dão serviços públicos, disse ele, tais como casas de repouso que “terão de considerar as necessidades de casais do mesmo sexo”.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Desmond Tutu endossa pastores homossexuais na Igreja Presbiteriana da Escócia
EDINBURGO, ESCÓCIA, 29 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) — O arcebispo Desmond Tutu apoiou a decisão da Igreja da Escócia de nomear um homossexual abertamente praticante para o ministério. A Assembléia Geral da Igreja da Escócia, conhecida como Kirk, num voto sábado de 326 a 267 confirmou a nomeação de Scott Rennie, um homossexual abertamente praticante, como pastor na Igreja Queen’s Cross em Aberdeen.
Na quarta-feira, Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e bispo anglicano emérito da Cidade do Cabo, em seu discurso na Assembléia Geral, disse que ele ficou estupefato que as igrejas estejam debatendo “quem vai para a cama com quem” quando pessoas estão morrendo de fome, AIDS e em guerras.
Rennie disse para a BBC domingo a noite que ele não achava que esse voto é o “fim da discussão” dentro da Igreja da Escócia. “A Igreja está numa viagem de descoberta, de conversação um com o outro sobre homossexualidade”.
A Assembléia Geral mais tarde votou por uma moratória de dois anos em quaisquer outras ordenações de pastores homossexuais e concordou em não discutir a questão publicamente durante esse tempo.
Tutu comparou a ordenação de homossexuais à ordenação de mulheres na Comunhão Anglicana, dizendo: “Eu acharia impossível ficar parado quando pessoas estão sendo perseguidas por algo sobre o qual elas nada podem fazer — sua orientação sexual”.
O caso de Scott Rennie é semelhante ao caso de Gene Robinson, bispo episcopal americano cuja confirmação como bispo de New Hampshire foi o ponto de partida para a crise em andamento na Comunhão Anglicana Mundial. Robinson tinha naquele ponto sido casado e pai de dois filhos. Rennie também esteve casado durante cinco anos e teve uma filha. Ruth e Scott Rennie se separaram e se divorciaram e Scott Rennie está agora num relacionamento atual com outro homem.
Ruth Rennie disse para o jornal Scotsman que aqueles que se opuseram à eleição de seu ex-marido como pastor da Igreja Queen’s Cross “não têm compaixão” “Em seu ministério”, disse ela, “Scott é por natureza uma pessoa sensível e caridosa, e o que ele tem enfrentado provavelmente o tornou um pastor ainda melhor”.
Em 2008, depois que Scott Rennie disse para a congregação de Queen’s Cross que ele é um homossexual praticante que vive com outro homem, eles o elegeram como seu pastor por 140 votos a 28. Essa seleção foi mais tarde sustentada pelo Presbitério de Aberdeen por 60 votos a 24. Isso fez de Rennie o primeiro pastor abertamente praticante a ser confirmado na Kirk.
A decisão, porém, foi posteriormente contestada por um grupo de 12 pastores e presbíteros em Aberdeen e a questão foi adiada para a Assembléia Geral deste ano, o tribunal mais elevado da igreja e seu órgão governante, que se reuniu de 21 a 27 de maio.
Como com as principais denominações protestantes, a Kirk está experimentando profundas divisões sobre a questão da homossexualidade. Em 1994, um relatório do Conselho Doutrinário da Kirk concluiu: “Casais que coabitam, quer heterossexuais ou homossexuais, podem muito bem demonstrar todas as marcas de uma parceria de compromisso, amor e fidelidade e não devem ser vistos como em estado de pecado”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/06/desmond-tutu-endossa-pastores.html
Na quarta-feira, Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e bispo anglicano emérito da Cidade do Cabo, em seu discurso na Assembléia Geral, disse que ele ficou estupefato que as igrejas estejam debatendo “quem vai para a cama com quem” quando pessoas estão morrendo de fome, AIDS e em guerras.
Rennie disse para a BBC domingo a noite que ele não achava que esse voto é o “fim da discussão” dentro da Igreja da Escócia. “A Igreja está numa viagem de descoberta, de conversação um com o outro sobre homossexualidade”.
A Assembléia Geral mais tarde votou por uma moratória de dois anos em quaisquer outras ordenações de pastores homossexuais e concordou em não discutir a questão publicamente durante esse tempo.
Tutu comparou a ordenação de homossexuais à ordenação de mulheres na Comunhão Anglicana, dizendo: “Eu acharia impossível ficar parado quando pessoas estão sendo perseguidas por algo sobre o qual elas nada podem fazer — sua orientação sexual”.
O caso de Scott Rennie é semelhante ao caso de Gene Robinson, bispo episcopal americano cuja confirmação como bispo de New Hampshire foi o ponto de partida para a crise em andamento na Comunhão Anglicana Mundial. Robinson tinha naquele ponto sido casado e pai de dois filhos. Rennie também esteve casado durante cinco anos e teve uma filha. Ruth e Scott Rennie se separaram e se divorciaram e Scott Rennie está agora num relacionamento atual com outro homem.
Ruth Rennie disse para o jornal Scotsman que aqueles que se opuseram à eleição de seu ex-marido como pastor da Igreja Queen’s Cross “não têm compaixão” “Em seu ministério”, disse ela, “Scott é por natureza uma pessoa sensível e caridosa, e o que ele tem enfrentado provavelmente o tornou um pastor ainda melhor”.
Em 2008, depois que Scott Rennie disse para a congregação de Queen’s Cross que ele é um homossexual praticante que vive com outro homem, eles o elegeram como seu pastor por 140 votos a 28. Essa seleção foi mais tarde sustentada pelo Presbitério de Aberdeen por 60 votos a 24. Isso fez de Rennie o primeiro pastor abertamente praticante a ser confirmado na Kirk.
A decisão, porém, foi posteriormente contestada por um grupo de 12 pastores e presbíteros em Aberdeen e a questão foi adiada para a Assembléia Geral deste ano, o tribunal mais elevado da igreja e seu órgão governante, que se reuniu de 21 a 27 de maio.
Como com as principais denominações protestantes, a Kirk está experimentando profundas divisões sobre a questão da homossexualidade. Em 1994, um relatório do Conselho Doutrinário da Kirk concluiu: “Casais que coabitam, quer heterossexuais ou homossexuais, podem muito bem demonstrar todas as marcas de uma parceria de compromisso, amor e fidelidade e não devem ser vistos como em estado de pecado”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/06/desmond-tutu-endossa-pastores.html
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